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Marketing Digital: O que é? De onde surgiu? [guia para iniciantes]

Atualizado: Jul 15

Entenda o que realmente significa Marketing Digital, como ele se tornou tão popular no século XXI e qual é o papel dele na sua empresa.




Se parar para fazer uma breve pesquisa, o que você mais vai encontrar no Google sobre Marketing Digital é que ele se difere do Marketing tradicional e consiste simplesmente no conjunto de ações executadas online para promover produtos, serviços, empresas e pessoas em um ambiente digital. Que seu objetivo é desenvolver relacionamentos com o público-alvo, criar uma identidade e atrair clientes a partir de estratégias que se diferenciam apenas por serem orgânicas ou pagas.


Essa informação está errada.


Nessa publicação, você vai entender que Marketing Digital é uma evolução expansiva do Marketing Tradicional, que surgiu como resposta às mudanças que aconteceram na sociedade com o advento e crescimento da Internet, mas que esses dois conceitos não se separam e muito menos são opostos.


Além disso, vai saber qual a verdadeira importância de investir nesse tipo de estratégia e como realmente funcionam as dinâmicas por trás de cada ação executada por um profissional da área.


Mas para chegar lá, é preciso partir do básico. Nós estamos acostumados a utilizar essa palavra com frequência, mas já chegou a se perguntar alguma vez: “afinal, o que é Marketing?”


A gente te explica.


O que é Marketing?


A palavra Marketing é de origem inglesa e traduzida como mercadologia, ou ciência do mercado. É a análise da atividade mercadológica como um todo, desde a concepção da ideia de um produto ou serviço até a sua recepção pelo consumidor final, passando pela criação, desenvolvimento, produção, precificação, distribuição, logística, divulgação, venda, pagamento, entrega e experiência do usuário.


O estudo do mercado e seus impactos sociais acontece desde as primeiras trocas entre agricultores no início das civilizações e é assim que essa atividade evolui. Seus próprios agentes constantemente encontram formas de se destacar perante a concorrência. Foi assim que surgiu a moeda, a embalagem padronizada e o primeiro anúncio em jornal, por exemplo.


Mas a concepção oficial do Marketing como ciência e área de pesquisa acadêmica veio apenas em 1967, quando o economista e matemático estadunidense Philip Kotler publicou o livro Administração de Marketing: análise, planejamento e controle, que até hoje é considerado a grande bíblia para os estudiosos dessa matéria.


Em sua obra, Kotler conceitua Marketing como:


“O estudo do processo social por meio do qual pessoas e grupos de pessoas satisfazem desejos e necessidades com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros.”


Ou seja, é uma análise do processo de relacionamento entre pessoas ou grupos de pessoas inseridos em uma sociedade e que realizam trocas mercadológicas.


Um detalhe importante a ser observado é a ênfase na questão social. Isso porque Kotler entende que o comportamento de um indivíduo é modelado culturalmente pela maneira como funciona a sociedade na qual ele está inserido. Essa, por sua vez, responde a grandes eventos históricos de maneira previsível e padronizada, a partir de reações psicológicas comuns a todos os seres humanos.


Em outras palavras:


Nós, como espécie humana, nos comportamos de maneira muito parecida e até mesmo previsível, por conta dos vários registros em nosso DNA que são passados de geração em geração. Então, quando ocorre algum grande evento, geramos uma reação em massa (várias pessoas reagindo da mesma forma a uma mesma situação). Essa, por sua vez, acaba por influenciar cada um de nós, como indivíduos, em nossas pequenas decisões do dia a dia.


Mas o que isso tem a ver com Marketing?


Bem, Kotler aponta que alguns desses grandes eventos históricos são responsáveis por mudanças significativas no comportamento de consumo das pessoas e, consequentemente, em todas as dinâmicas de mercado, incluindo a maneira como as empresas (a sua também) devem se portar nesse sistema. Por isso, ele separa o Marketing moderno em quatro grandes fases.


Conheça elas a seguir.


As quatro fases do Marketing



Durante a maior parte da história da humanidade, a relação entre mercado e sociedade foi bem passiva: quando as pessoas necessitavam ou desejavam algo, elas se direcionavam ao centro comercial local, onde os produtores se concentravam para expor seus objetos. Os anúncios eram todos verbais, para quem estivesse ali na hora.


Isso começou a mudar com a invenção da Prensa de Gutemberg, por volta de 1450. Nesse momento, surgiram os primeiros anúncios em cartaz, que eram espalhados pelas ruas e chamavam a atenção dos passantes. Duzentos anos depois, os primeiros jornais começaram a reservar espaços para anunciantes e, a partir de então, não era mais necessário sair de casa para conhecer os produtos disponíveis no mercado.


Contudo, até então, as pessoas sabiam da existência dos produtos e serviços, mas só compravam quando surgia a necessidade. Isso mudou drasticamente com a Revolução Industrial na transição entre os séculos XVIII e XIX. A produção, que até então era local e artesanal, passou a ser padronizada, executada por máquinas e distribuídas em larga escala.


A quantidade de produtos disponíveis no mercado aumentou drasticamente e, assim, as empresas foram motivadas a encontrar formas de incentivar o consumo da população e se destacar diante da concorrência. Assim surgiu a primeira fase do marketing moderno, caracterizada por um consumidor passivo diante de uma publicidade focada nos benefícios e especialidades dos produtos.


Em pouco tempo, foram surgindo cada vez mais concorrentes no mercado e se tornou difícil se destacar. As empresas passaram a direcionar seus esforços para a eficiência da produção, reduzindo custos e, consequentemente, o preço final para o consumidor, como forma de conseguir mais vendas.


Porém, após a Primeira Guerra Mundial, a indústria estava em um ritmo de produção muito intenso, causado pelas demandas do próprio conflito armado, mas o poder de compra das pessoas estava bem reduzido: baixos salários, inflação alta e aumento de impostos também foram consequências da Guerra.


Os governos tentaram resolver a situação aumentando a disponibilidade de crédito, mas como a população não tinha como pagar de volta, o mercado mundial acabou entrando em crise. Seu principal marco foi a Quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929. Nesse cenário, as empresas foram obrigadas a diminuir seus estoques e buscar novas estratégias para se destacar.


Assim, na década de 30 começa a segunda fase do Marketing, quando se iniciam os estudos de público associados a tendências comportamentais. São desenvolvidas as primeiras estratégias publicitárias para conquistar pessoas específicas (segmentação de mercado) através dos seus sentimentos e satisfação das suas vontades.


Nesse momento, são dados os primeiros passos no caminho da construção de identidades de marca e a qualidade se torna um dos principais fatores de motivação de compra. O consumidor se transforma em cliente e sua satisfação é a nova prioridade. Os veículos de divulgação também são inseridos no estudo e os anúncios passam a estar presentes apenas nos lugares que o seu público frequenta.


O tempo passou, com ele veio uma Segunda Guerra Mundial seguida da Guerra Fria, ambas incentivando uma corrida pelo desenvolvimento científico e tecnológico. A indústria atingiu novos patamares de desenvolvimento, o consumo foi se tornando cada vez mais desenfreado e os níveis de poluição aumentaram rapidamente.


A população começou a sofrer os efeitos do capitalismo em sua fase mais selvagem e isso resultou em uma preocupação mundial com o meio ambiente, a saúde mental e as desigualdades sociais. Nesse meio tempo, veio o advento da Internet e o cliente se tornou um usuário com voz ativa, ou seja, ele passou a se posicionar diante das marcas e sua opinião começou a ser levada em conta.



Aqui, começa a terceira fase do Marketing, que marca o início do Marketing Digital. Para conseguir vender qualquer coisa, não basta mais satisfazer as necessidades do público, é preciso também cultivar valores, se posicionar diante do cenário mundial, ter uma presença online e fazer com que o usuário digital se sinta confortável com as suas decisões de compra e seus impactos no ecossistema.


Nesse ponto, as empresas passam a estudar maneiras de construir uma imagem pública condizente com os ideais de seus clientes (Branding) e desenvolver relacionamentos cada vez mais profundos e frequentes através das ferramentas tecnológicas disponíveis na web. A opinião do consumidor final se tornou um fator crucial para ter uma boa presença no mercado.


Em outras palavras:


Marketing Digital é o estudo de mercado em um cenário global no qual a internet se torna a protagonista dos relacionamentos entre empresas e clientes e traz voz ativa ao consumidor final.


Ou seja, não existe separação entre Marketing Tradicional e Marketing Digital. A diferenciação de termos é puramente histórica, para marcar o momento em que o mercado começou a atuar em dois ambientes: o real e o virtual. Mas as estratégias desenvolvidas devem levar em conta toda a sua abrangência, assim como o cenário sócio-político e econômico com todas as suas tendências comportamentais.


Hoje, nós estamos adentrando o que Kotler chama de Marketing 4.0: as pessoas estão se sentindo cada vez mais capazes de mudar a realidade que as rodeia e buscam nas empresas um apoio às suas causas. A tendência é que os processos industriais e mercadológicos se tornem cada vez mais humanizados e ativistas, inseridos nas lutas populares e buscando soluções para os problemas do mundo.


Enquanto isso, a Internet tem ocupado um espaço cada vez maior no cotidiano das pessoas, trazendo novas formas de interação, simplificação de processos e aceleração do desenvolvimento tecnológico mundial. A partir de agora, para sobreviver no mercado é preciso investir em conexões aprofundadas, campanhas sociais e estratégias assertivas de comunicação.


Entenda exatamente o que faz um profissional de Marketing Digital e seus principais objetivos em um cenário integrado


Ou seja, se tornou crucial investir em uma equipe especializada e inteiramente dedicada a cuidar da sua presença digital.


E o que eu ganho com uma boa presença digital?


Primeiramente, ela te possibilita atingir seu público onde ele passa maior parte do tempo: na internet.

É também uma forma de estar presente no momento da decisão de compra das pessoas, podendo influenciar diretamente com interações assertivas, dicas de soluções para problemas relacionados, informações sobre o seu produto, anúncios e promoções. Com o uso adequado das plataformas, é possível criar uma rede de consumidores fiéis, satisfeitos e promotores voluntários da sua marca.

Isso, porque as estratégias de Marketing Digital usam a produção de conteúdo relevante e alinhado com os objetivos de marca, associada a canais de comunicação e redes sociais, para se relacionar com o usuário consumidor. O intuito é fazer com que a empresa seja reconhecida como autoridade de mercado, aumentar a credibilidade e, consequentemente, impulsionar as vendas.


Além disso, a presença digital garante que seus produtos e serviços estarão disponíveis para os seus clientes e potenciais clientes 24 horas por dia, todos os dias da semana, sem a necessidade de grandes investimentos. Ou seja, é forma de tornar a sua empresa acessível, independente de restrições geográficas e financeiras.


Por fim, é muito mais fácil prestar atendimento ao consumidor online. As redes sociais possibilitam a construção de relações mais profundas e a entrega espontânea de feedback. Não só é possível tirar dúvidas em tempo real de maneira personalizada, didática e inclusiva; como toda interação é registrada e analisada, gerando um banco de dados cada vez mais detalhado sobre o seu cliente.

Essas informações permitem a mensuração de resultados e a tomada de decisões muito mais assertivas, baseadas em dados concretos e com altos índices de precisão. Elas são capazes de atrair o público ideal e mais propenso a consumir os seus produtos e serviços, através do melhor canal de comunicação e no momento mais propício.


Quer saber mais? Entenda todas as vantagens que o Marketing Digital pode proporcionar para a sua empresa


E aí, essa publicação te ajudou a entender melhor do que se trata o Marketing Digital ou ainda ficou alguma dúvida? Escreve aqui nos comentários que a gente te explica!


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